Entrevista con Ana Paula Brandão

Quantas pessoas fazem parte da equipe de implementação de projetos educacionais do Canal Futura?
Os projetos variam muito, incluindo quantidade de pessoas. Trabalhamos, geralmente, em rede, o que significa que estabelecemos parcerias com outras instituições de referência para a implementação dos projetos. Mas, do Futura, a equipe de Mobilização e Articulação Comunitária conta com 18 pessoas divididas por região e mais uma equipe de 4 pessoas dedicadas exclusivamente ao projeto A Cor da Cultura.

Há quanto tempo você está na emissora?
Há 15 anos

Quantos projetos atualmente vocês têm ligados à área educacional?
Quase a totalidade deles; senão diretamente através de parcerias com redes de educação, indiretamente trabalhando a partir da perspectiva da educação integral.

Como é feita seleção dos projetos que interessam?
A cada dois anos são decididos os temas e focos prioritários; a partir daí a equipe acaba nos trazendo oportunidades de ações e/ou somos convidados a desenvolver determinado tema. Então varia muito; pode ser atendendo a um tema emergencial, como o caso do combate à exploração e abuso contra crianças e adolescentes, tema este que entrou na pauta nacional há uns 6 anos e do qual o Futura construiu todo um plano de ação – e continua atuando; ou pode ser fruto de uma parceria internacional, como o caso do projeto Por que pobreza?, do qual faremos uma ampla implementação.

Qual o público?
Da mesma forma que os projetos são variados, o público também o é. Nossa prioridade de atuação é com os educadores (professores, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas, educadores sociais), jovens e crianças.
O que contribui para o sucesso de um projeto educacional? A construção ou fortalecimento de uma rede de atuação. Do contrário, o projeto se torna pontual ou dependente daquela ação; a ideia é a de que ele se desenvolva e seja absorvido pela comunidade. E isso só é possível através de diálogo com os diferentes atores envolvidos. Por exemplo, no projeto A Cor da Cultura, cujo objetivo é apoiar a implementação da Lei 10639/03, o Futura extrapola a relação com a secretaria convocando outros atores para apoiarem os professores e as secretarias nessa tarefa. Sendo assim, participam do projeto os movimentos sociais, as universidades, fóruns de educação e etc.

Como envolver os educadores nos projetos?
Não adianta apenas um material atrativo, o qual o Futura faz muito bem; é necessária uma aproximação com os educadores, dialogar, mobilizar, tornar a rede ativa. Nossa equipe está sempre junto dos grupos, apoiando-os, promovendo atividades para fomentar o uso do material pedagógico, fazendo oficinas de formação e/ou sensibilização para o tema.

Quais os projetos de maior sucesso até agora?
São muitos! Afinal, o Futura tem 15 anos! Mas vou citar os mais atuais, correndo o enorme risco de ser injusta: projetos A Cor da Cultura, Que exploração é essa, Maleta Futura, Sala Futura,
Identidade Laranjeiras.

Quem define as estratégias?
Não é uma pessoa, isso se faz de forma dialogada entre as equipes internas e os parceiros. A experiência nos mostra que ir com um plano fechado não funciona! Obviamente os limites são bem claros: recursos e tempo. No mais, vamos definindo juntos a melhor estratégia para dar conta da demanda.

Como vocês fazem a avaliação dos projetos?
Normalmente contratamos uma empresa, através de licitação, para fazer a avaliação de resultados.

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