O livro abre portas para a leitura do mundo

Por Ivani Cardoso

Há três décadas envolvido com projetos ligados ao livro e à leitura, o produtor cultural Jason Prado criou o Leia Brasil, com mais de 15 milhões de empréstimos de livros por ano e um programa eficiente de formação de professores. O projeto como foi concebido terminou, mas seu envolvimento com o tema continua. Para ele, os governos construíram discursos sobre a questão da leitura e do letramento desconectados da realidade. “A sociedade se imunizou contra dados adversos na Educação. Todos os dias saem matérias na imprensa mundial sobre a defasagem de leitura nas escolas brasileiras, mas o governo – leia-se o MEC -, declara que tudo está equacionado”. Agora, Jason está envolvido com a pré-produção de um Festival de Artes, Ciência e Tecnologia no Rio de Janeiro, em 2019. E continua acreditando que “formar leitores é a principal estratégia para criar apaixonados pelo livro”.

Leia a íntegra da entrevista:

Você foi o fundador do Leia Brasil. Como surgiu a ideia?

O Leia Brasil nasceu em 1991 a partir de um projeto de comunicação. Depois de meia década desenvolvendo programas de relacionamento para empresas focadas nas comunidades escolares, nós constatamos que duas premissas deveriam orientar um trabalho com pretensões de eficiência e durabilidade: primeiro, ele não poderia – sob risco de morrer na origem – propor nenhuma invasão ao campo pedagógico e programático da educação; segundo, ele precisava oferecer ajuda complementar às demandas desassistidas das escolas, mas não a demandas pontuais, como doações, obras, e sim às demandas complementares e permanentes da educação. Só assim nós entraríamos na rotina escolar e conquistaríamos o direito de permanecer como parceiros das instituições.

E a aceitação?

Depois que percorremos mais de trezentas escolas da região metropolitana do Rio com peças de teatro infantil, foi fácil constatar onde deveríamos focar: poucas escolas públicas, naquele tempo, tinham bibliotecas. Quando tinham, eram espaços de confinamento, povoadas por livros de referência – aquelas enciclopédias de capa dura, dicionários, e coisas tão esdrúxulas quanto censos demográficos, discursos parlamentares… A regência dessas bibliotecas era feita por professores com incompatibilidade com a sala de aula, muitas vezes afastados da função com características punitivas. Enfim, vimos ali a oportunidade de criar um serviço que pudesse atender a uma necessidade real da escola e permitir uma política de relacionamento aos nossos eventuais patrocinadores.

Foi um projeto inovador?

Nós não inventamos a roda. Bibliotecas volantes existem no Brasil desde Mário de Andrade. Livrarias volantes foram introduzidas por Monteiro Lobato na mesma época, no início do século XX. E eles também não são os pais dessas ideias – elas já existiam sobre carroções no início do século XIX na América do Norte e desde a Renascença no velho mundo. Mas, naquele início da década de 1990, isso teve um significado diferente. Fomos favorecidos pela conjuntura mundial: enquanto o Brasil acordava preguiçosamente para a evolução tecnológica, com a abertura promovida pelo governo Collor, o mundo já fervilhava frenético na era da informação. Anos luz à nossa frente. O Brasil se esforçava para colocar todas as crianças na escola, fosse ela qual fosse. Enquanto isso, o mundo investia no aperfeiçoamento dos usos da escrita e da leitura e no ensino da matemática.

E como era o processo de incentivo à leitura?

Até ali, no Brasil, a leitura na escola era praticada por mera demonstração de beletrismo, erudição. Daquele momento em diante, a leitura começa a ganhar outro significado. O termo Letramento, por exemplo, foi cunhado já no final da década na língua portuguesa. Aos poucos os governos e as grandes empresas começaram a entender o conceito de Analfabetismo Funcional – que deriva da expressão inglesa illiteracy, e exprime a incapacidade de utilizar a leitura e a escrita para uma prática social.

O momento ajudou o projeto, então?

Nossas Bibliotecas Volantes foram impulsionadas por esses ventos. Entre 1991 e 2008 nós aproveitamos cada nicho disponível para fincar um pé. O Leia chegou a possuir um acervo de mais de um milhão de exemplares de livros de literatura que circulavam a bordo de 22 bibliotecas volantes. Mais do que isso, nós promovemos maciçamente a formação continuada de professores, o desenvolvimento artístico de comunidades escolares, e editamos material de suporte ao desenvolvimento de repertórios de leitura para todos que estivessem focando a leitura como ferramenta de desenvolvimento humano. Nós adquirimos status de “Ação de Governo”, com resultados e métricas tão expressivos que ainda hoje parecem inacreditáveis. Maior exemplo disso é a circulação desse acervo: realizávamos mais de 15 milhões de empréstimos de livros por ano, em oito estados. Livros que foram lidos!

E qual o apoio que contavam?

Isso só foi possível porque entre 1991 e 2008 nós recebemos o apoio incondicional da Petrobras para desenvolver o Programa Leia Brasil. Centenas de entidades nos apoiaram, desde a Biblioteca Nacional, então presidida pelo professor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna, até a Unesco, passando por organismos Latino Americanos, Universidades públicas e privadas, Museus, Estados e Prefeituras… Outras empresas também desenvolveram programas conosco, como a IBM e a Ampla, uma distribuidora de energia do Estado do Rio. Estivemos na sede da Unesco falando como referência de formação de leitores apara a Comunidade de Países de Língua Portuguesa e para os franceses. Os nossos Cadernos de Leituras Compartilhadas estão incluídos no acervo da Biblioteca do Congresso Norte-Americano.

Quando surgiram as dificuldades?

Em 2009 atravessamos um ano difícil. A princípio imaginamos que fosse uma adaptação do país à insolvência do mercado financeiro mundial. Nosso principal patrocinador (a Petrobras, é claro) inaugurou o ano nos incentivando a expandir as ações do Leia para todo o hemisfério norte do Estado do Rio. Queriam uma expansão do atendimento das 17 cidades onde atuávamos desde 1994 para um total de 40 cidades. Naquele ano nós atendíamos também à Baixada Santista, a 22 cidades do Estado de Sergipe, e à Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. Foi a primeira reação da empresa às “marolinhas” da crise mundial. Mas não passou disso. Acabamos trabalhando o ano inteiro sem respaldo contratual e sem contrapartidas financeiras. Por fim, celebramos um contrato tampão e pactuamos o ano de 2010 para iniciar uma nova etapa da nossa “parceria”.

E o que aconteceu?

Não deu certo! A Petrobras tinha outros planos para suas ações socioeducativas. Depois de meses sufocantes, preferimos então encerrar o Leia Brasil naquele formato conhecido. Desmobilizamos a equipe, doamos o acervo para a formação de centenas de bibliotecas comunitárias, encerramos as atividades-fim (cursos, atendimento a escolas, publicações, realização de eventos, suporte online) e nos dedicamos a apoiar a Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio, e a oferecer consultoria a alguns governos e instituições.

Como encara o momento atual do setor editorial? O setor editorial sempre se protegeu atrás do Estado. Mais da metade do que se publicou no Brasil até hoje foi vendido diretamente aos governos, gerando uma zona de absoluto conforto para o setor produtivo. Tanto é assim que, nas últimas décadas, o mercado atraiu as grandes editoras multinacionais, todas focadas nos didáticos e paradidáticos. Vivemos, por conta disso, um período de grandes aquisições, expansões e fusões. Literalmente, a farra do livro! Outra grande ferramenta mercadológica do setor são as feiras e festivais literários – mais uma vez, amparadas pelo Estado: elas são realizadas com renúncia fiscal, e se alimentam dos famosos “vale-livros” distribuídos pelas escolas públicas para compra de expositores nas feiras… Em nome da livre escolha, você vê crianças convertendo seus vouchers em edições totalmente inadequadas para seu perfil leitor. Talvez por isso o setor tenha preferido acreditar que sairia incólume de uma conjuntura adversa.

Mas as feiras continuam…

Como dizia Platão a propósito dos remédios, a diferença entre a cura e a morte é a dosagem. As feiras se proliferaram pelo país e estimulam a demanda de uma forma consistente. Mas elas trazem duas consequências cruéis: primeiro, o custo de operação desses eventos para as editoras é enorme. Do estande ao deslocamento das equipes, a representação é absurdamente cara. Mas a segunda consequência é ainda pior. Elas fazem concorrência direta com as livrarias, estrangulando o faturamento da ponta distribuidora, que já enfrenta suas próprias adversidades. Nenhum setor produtivo pode enfraquecer seus canais de distribuição impunemente. Desde o começo, essas feiras deveriam ter sido articuladas em parceria com livreiros e distribuidores… aliás, esses também têm suas feiras. Se por um lado é fácil expandir a oferta, não há como expandir a demanda, principalmente em momentos de crise.

Onde está a raiz do problema?

Uns quinze anos atrás, quando começaram a articular o PNLL, eu participei de algumas discussões sobre o futuro do setor. Mas, na verdade, não existe um setor editorial no Brasil. O que existe de fato são interesses conflitantes onde deveria haver unidade. Exemplo disso é a renúncia fiscal para a produção do livro (lobby das editoras) em contraposição ao encarecimento operacional das livrarias. Regidas pelas leis do comércio, as livrarias precisam limitar seus estoques, precisam focar no que vendem, e ainda enfrentam a concorrência das próprias editoras. Some-se a isso o e-commerce, as produções independentes, que se alimentam de eventos offline, e os espaços de venda em pontos não tradicionais, e pronto: a crise está desenhada.

Qual é o grande desafio da leitura no Brasil?

O modelo educacional. Até hoje, no Brasil, a escola é utilizada como instrumento de controle social. Somos uma sociedade conservadora e elitizada. A única mudança que admitimos é o nosso próprio progresso e de nossa própria prole. Por isso, permitimos o surgimento de um modelo educacional privado, onde as famílias protegem seus rebentos. O que há de mais perverso nisso é o sentido que confere à outra escola: aquela que não serve a você, não serve para você. O capitalismo à brasileira transformou a educação numa mina de ouro. Cinco, das dez maiores fortunas brasileiras, estão ligadas ao negócio da educação. O subproduto disso são os 15 milhões de analfabetos revelados pelas últimas pesquisas; o gigantesco número de evadidos do sistema, que engrossam as filas de desempregados; os “nem-nem” e os que escolhem o caminho da criminalidade.

E como mudar esse quadro?

Há algum tempo vimos batendo nessa tecla: a quem interessa uma escola que não ensina? Enquanto não valorizarmos o ensino público, fazendo uma escola verdadeiramente libertadora para todos os segmentos da sociedade, vamos continuar exibindo números constrangedores de evasão escolar, de analfabetos funcionais, de não leitores, de miseráveis. O primeiro passo seria valorizar o magistério do fundamental e da pré-escola, e investir pesado na formação desses professores. Ainda hoje, a grande maioria de nossos professores não lê literatura, não vai ao teatro, não conhece nenhum museu. Ainda se lê muito na internet, mas a tendência é o reducionismo. Textos com mais de 300 palavras raramente são lidos. A continuar assim, os grandes romances, os autores como Proust, Thomas Mann e Balzac, vão se tornar peças de museu.

Como tem sido o trabalho do Leia Brasil e quais as dificuldades?

Como disse, desde 2011 nós nos voltamos pra dentro. Até aqui não encontramos espaço nem interlocução para ações programáticas de leitura, principalmente com as características transformadoras que sempre priorizamos. De fato, não faz mais sentido lotar caminhões com acervos, porque, de uma forma ou de outra, os acervos se multiplicaram e a internet escancarou o acesso. Mas batalhamos pela transformação da escola pública; pela formação continuada em serviço dos professores do ensino fundamental; pela modificação da grade curricular nos cursos de formação dos professores; pelo uso da narrativa dramática como forma de aquisição da leitura e da escrita… enfim, mais do mesmo, tão essencial, tão óbvio e tão distante da realidade de nossas escolas.

Quais os projetos que continuam?

Criamos um método para corrigir a defasagem de leitura no segundo ciclo do ensino fundamental (que oscila na faixa dos 18% dessa clientela). Estamos testando e aperfeiçoando o sistema desde 2015. Possivelmente estará funcional e disponível antes de 2020. Fizemos também algumas tentativas mais arrojadas, mas desistimos quando percebemos como funcionam as coisas na maioria das cidades. Muitas nos convidaram para desenvolver parcerias. Logo percebemos que elas estão apenas querendo copiar nossas experiências e passar para algum “parceiro” local.

E o trabalho com a Unesco?

Criou-se no Brasil um discurso maquiavélico de que o país já resolveu os problemas da educação e da leitura. Não importa mais a realidade dos fatos: a pesquisa diz que não, mas o país superou os problemas da leitura na educação. Desde 2008 passamos a integrar o Conselho de Desenvolvimento da Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio, mas o cenário é o mesmo: a grande maioria das cidades quer apenas fazer seu festival de literatura.

Qual é o caminho para incentivar a leitura nas escolas?

Para além dos indispensáveis professores leitores e dos livros em abundância, é preciso superar certos paradigmas. Ainda tem gente que defende a leitura na escola como ferramenta de crescimento espiritual. Gente graúda, que acredita que a leitura não deve ser escolarizada. Mas o maior entrave está na questão do Capital Cultural, tal e qual foi apontada pela dupla Bourdieu e Passeron nos anos 50 do século passado. A esmagadora maioria de nossas crianças chega à escola aos seis anos de idade, vindas de lares com pouquíssima bagagem cultural, totalmente ágrafas, ou rudimentarmente alfabetizadas. Apenas naquele momento elas começam a conhecer a escrita, concorrendo com colegas de classe já em estágio bem avançado, e detentores de informações e repertórios essenciais ao seu desenvolvimento.

E qual o cenário para esses alunos?

Ao se deparar com professores despreparados, esses alunos serão naturalmente preteridos. Começa aí a se formar a fenda que, alguns anos depois, se tornará um abismo intransponível: a defasagem de leitura. Esses alunos estão condenados à evasão. Quando muito, serão beneficiados pela progressão automática, ingressarão prematuramente no mercado de trabalho, e vão reproduzir a sua história no destino de seus filhos. O Brasil precisa investir maciçamente na formação de professores para essa faixa escolar. E precisa prover pré-escola e ensino público de qualidade para todos, principalmente para aqueles que não receberão, em casa, o capital cultural que precede à educação. Não há outra saída.

Qual foi o principal programa do Leia Brasil?

Ah, é difícil separar as coisas. Acho que foi justamente o conjunto da obra, a liberdade que tivemos como ação programática da Petrobras. Nós, literalmente, pintamos e bordamos na área: circulamos acervos – não só livros, mas teatro, cinema, artes, objetos. Ajudamos a formar dezenas de milhares de professores com os cursos mais variados possíveis; promovemos eventos em escolas, em cidades. Levamos professores e alunos para conhecer equipamentos culturais; oferecemos cursos de artes, música e teatro para alunos e professores. Algumas vezes ouvimos a referência ao nosso trabalho como “banquete cultural”. Acho que era isso mesmo: um grande banquete num universo de famintos.

E comparando Brasil ao cenário internacional?

No século XIX, a América do Norte já ostentava tiragens de mais de um milhão de exemplares para certas edições. O Brasil sempre teve um mercado restrito. Os Sertões, quando foi lançado, no início do século XX, teve uma tiragem de 3 mil exemplares. Hoje, poucos autores têm tiragens iniciais de 3 mil exemplares. Exceção feita aos lançamentos de YouTubers e outros famosos, obras que poderiam facilmente ostentar páginas em branco, porque não se compra os seus conteúdos. Lá fora funciona a economia de mercado, porque há um mercado leitor. Aqui, se trabalhou muito para ter um mercado comprador, não um mercado leitor.

Acha que a BNCC contempla a leitura?

Com a sua ótica distorcida, ela contempla. A questão está em outro ponto. Milhões de vozes se levantarão contra isso, mas a pergunta que fazemos é essa: como promover uma educação igualitária num país desigual como o Brasil, atribuindo a responsabilidade pela educação infantil às cidades?

Não dá para acreditar que São Miguel Paulista tenha a mesma competência que Campinas. É preciso pensar se esse modelo atende ao Brasil, ou se ele atende a interesses estranhos à própria educação e à sociedade.

Qual seria a solução?

Não se trata de desmunicipalizar as escolas, mas de se criar uma carreira nacional do magistério infantil, cuidando da formação, do desenvolvimento, das avaliações, dos salários, e deixando por conta das diferenças regionais apenas os equipamentos e complementos da escola.

Nada contra as cotas. Mas quando tivermos todos nivelados na largada, não precisaremos trapacear na chegada. Afinal, somos todos brasileiros e, de alguma forma, alguém pagará algum preço no futuro.

Todas as artes contribuem para ampliar o amor pelo livro?

Ler é uma necessidade que se adquire e se desenvolve. Depois que você começa a extrair significado das palavras, das dobraduras do texto, do não dito, você percebe que pode ler o mundo. E aí não consegue parar.

As artes, por outro lado, possuem o enorme poder de instigar nossa curiosidade, de ampliar nossas angústias. Nietzsche dizia que inventamos a arte porque não damos conta da vida. Este é o ponto de partida para a formação de um leitor: a curiosidade, a descoberta do caminho, o percurso.

Os livros são a principal (embora não seja a única) fonte deste saciamento. Formar leitores, portanto, é a principal estratégia para criar apaixonados pelo livro.

O que esperar do próximo Governo para a área cultural?

Eu faço parte do grupo dos que acham que, pior do que estava, não fica.

Desde que a crise eclodiu, em 2014, as verbas para a cultura secaram para nichos como o nosso. Difícil competir com projetos de altíssima visibilidade, como o Rock in Rio, a Bienal do Livro e os grandes musicais com estrelas globais. Por isso, acho mesmo que os mecanismos de incentivo à cultura têm que ser revistos. Acho que governos que não se alternam se tornam principados, criam feudos. E criam, também, castas de protégées e amigos do rei. Já passou da hora de restaurarmos a legalidade, como dizia o Stanislaw Ponte Preta.

Está desenvolvendo algum projeto cultural?

Acabamos de fazer a curadoria e a coprodução do Festival FUNARJ Artes e Leitura, aqui no Estado do Rio. Foram 176 eventos entre 5/11 e 5/12/2018, sendo 60 na capital e 116 na Região Metropolitana, promovendo a total democratização de acesso. Todos de altíssima qualidade cultural, e com entrada franca. Nossa fanpage mostra momentos e trechos desse conjunto artístico.

E para 2019?

Estamos pré-produzindo um Festival de Artes, Ciência e Tecnologia aqui no Rio de Janeiro, para abril de 2019. Coisa para três meses de intensa atividade. Estamos mergulhados nesse projeto desde dezembro de 2017.

Mas sempre sonhamos que vamos conseguir montar um grande programa de formação continuada de professores, e transformar o ensino público no Brasil. De uma coisa temos certeza: o ancien régime não nos queria por perto, e o próximo, talvez também não queira. Mas o nosso papel é lutar pelo espaço para a leitura.

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